Logo Ali

          Seguirá logo ali, quem imaginaria que o logo ali poderia ser tão perigoso, certamente, se soubesse, não dobraria logo ali. Pensamento, este, que foge de sua percepção com frequência. Provavelmente, era de talvez o logo ali poder passar despercebido e o ali já ser outro lugar. Fato apresentado pelo voto de confiança.

          Da sua raiz, do seu fruto imaculado, dava-se a vaga sensação de existir como tudo que sua realidade ousada supunha ser real, por isso, não pensara que o ali seria realmente ali.

No início não percebeu graças ao seu dom de ignorar. Afinal, seu próprio entretenimento de seu mundo interno lhe bastava para ir logo ali. De todos os lugares, o ali foi como um ali de quando apontamos para alguém seguir um caminho ou o ali dos professores ao apontar no quadro. O ali era dado pelo seu ser ao todo. Corpo e alma, uma ficou e outra se foi antes mesmo de corromper a inocência de sua ignorância. Não há dado que não rolará para o mesmo número que não tenha rolado antes e disso, conclui-se: Nasceu na geração errada.

          Como não querer viver, né? Apostou no resultado que lhe fosse bom e nem sempre o bom-viver é bem-viver. Apostou na sociedade, na sua estrutura, no seu conforto e tendo-lhe então nascido numa sociedade sem coletividade, morreu. Se no bom-viver é receber o que antes de nascer já lhe pertencia e reproduzir independente de ser bom ou ruim, acenou em despedida para escolha não estabelecida, aquela sufocada entre aqueles que desistiram antes deste que nasceu. Levando assim, o seu destino a não ter o bem-viver. Este bem que não pode poupar quem dobrou logo ali.

          Quem ainda vai dobrar ali.

          Quem ainda caminhará logo na direção que o corrupto indicou.

De Emanuel Tuê da Silva Silvano.